Archive for the 'Poesias' Category

Uma última vez

Tão perto de ti,
Tão longe de mim.

Que aconteceu ao Sol,
Que até ontem ainda brilhava?

Hoje só há nuvens
E uma Lua pálida.

E dúvidas
E perguntas
E receios

E nenhuma resposta.

Será a vida apenas isso,
Uma busca interminável
Para um fim inevitável?

Por que então continuar
A buscar
A sofrer
A amar
A morrer?

Tão longe de ti,
Mais longe ainda de mim.

O que é o Sol
O que é a Lua

O que são essas dúvidas, perguntas, receios
O que é essa falta de respostas, essa busca sem fim
Esse sofrimento

Se não estás aqui
Para me amar
E para eu te amar?

Para eu esquecer a vida e a morte
A tristeza e o desespero
As simples angústias
De um simples humano?

Volta logo
E me salva novamente

Uma vez mais
Uma última vez.

por Guilherme
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Conjugal

A vítima, o vitimado
O cônjuge, o conjugado
A consorte
O consorte
A com sorte

por João Paulo

Tiros de rima

Parto
O tempo em dois
E parto –
Em dois –
O que se atreve
A partir –
Em dois –
O momento

Partilho
O momento em palavras
E partilho –
Em palavras –
O que não se atreveu
Com o tempo
A partir –
Em dois

por João Paulo

3º andar

E aqui estou
num momento de solidão física
mas num elevador lotado de pensamentos.

Pensamentos independentes de minha existência.
Pensamentos vivos que vêm e vão quando querem.

Me olham
Me analisam
Me estudam.

Zombam de mim por não compreendê-los.
Zombam por serem superiores a mim.
Zombam por serem simples, mas inalcançáveis.
Zombam de minha impotência, a impotência de um simples humano.

Sou inferior, eu sei.
Sou fraco, também sei isso.
Mas eles são apenas pensamentos,
e tentar compreendê-los é o sentido da minha existência.
(mesmo sabendo que nunca conseguirei)

Eles existem para mim.
Eu existo por eles.
Eminentes, mas apenas pensamentos.

(O elevador parou.
A porta abriu.)

É aqui que desço.

por Guilherme

Excursão

Ontem comi algo que me fez mal
Acordei de noite vomitando
Saiu tudo que eu não queria mais

Veio um pedaço de sensatez e um de inquietação
Veio o tormento da perda e uma coisa vermelha
Carne, arroz, feijão, umas folhas

Quando na garganta senti nostalgia e cólera
Fiz força pra engolir

por João de Brito

Singelo momento

Por um instante
fez-se silêncio.
Nenhuma palavra,
nenhum suspiro,
nenhum murmúrio.
Apenas um cruzar de olhares
que nada significava para o resto do mundo,
mas que para eles era tudo.
Podiam sentir, como nunca antes,
os pensamentos, os sentimentos e as dúvidas
um do outro.
E sentiram-se completos,
felizes, invencíveis enquanto estivessem juntos.

Por um instante
dois pares de olhos se fecharam,
dois corpos se abraçaram
e duas pessoas se beijaram.

Por um instante,
que nada significava para o resto do mundo,
um novo amor nasceu.

por Guilherme

Selva das árvores frias

Ache as presenças
Na selva das árvores frias
Deles irá ganhar
Talvez nunca entenderá
Corra e estampe
o sorriso em sua face
Será assim sempre
dia após dia
O cálice vazio
e eu cheio de tudo
sinceramente me enganei
sem saber quem está errado
Parto
Rumo ao fogo
Ninguém pede licença
Eu morro
Em galhos secos

por Nilson

Nome: João Paulo
Onde: São Luís - MA

Pseudo-escritor frustrado.


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Nome: Nilson
Onde: São Luís - MA

Brasileiro, sincero, que tenta em palavras expressar tudo que se passa no dia-a-dia, mesmo atropelando regras gramaticais e cometendo erros ortográficos. Desprovido de beleza, desprovido de habilidades, mas rapaz que tenta aprender o máximo, e que busca ser feliz nas coisas simples.


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Nome: João de Brito
Onde: São Luís - MA

Pouco patriota, dependente, desiludido e pessimista. Gosta de queijo, batata palha e boas músicas. Escrever é um hobbie, desses que se amarra na cintura.


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Nome: Guilherme
Onde: São Luís - MA

Um cara que sonha ser um escritor, e treina bastante para isso.


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