Ensaio sobre as mulheres

Meu amigo Marcos me pediu há um tempo pra escrever algo sucinto sobre “As mulheres realmente mandam?”. Bem, no link você pode conferir a íntegra. Aqui há só minha parte do texto.

Segundo experiências pessoais, mandam sem ressalvas. De modo geral, seguindo o senso masculino comum, mandam sem ressalvas. Algumas com autoridade bem declarada, outras de forma mais velada. Estas últimas “mandam mais” pelo fator charme que vence, inevitavelmente, o fator brutalidade das autoritárias. Não consigo decidir se sou frouxo ou macho o bastante para admitir a supremacia das mulheres, mas sim, são supremas em namoros, casamentos, como mães, amigas, enfim, o que puder ser imaginado em termos de relações interpessoais. Mandam até quando são dominadas, subjugadas.

As mulheres nos modelam, nos transformam aos poucos no que desejam, mesmo que alguns homens resistam. Mulheres de malandro, masoquistas, corneadas, abandonadas, mimadas, bem amadas, todas são dominadoras por excelência, mas, não necessariamente, por profissão, afinal estão nas mais diferentes situações por gostarem ou por dificuldade de se impor. Aí está mais um paradoxo da existência feminina: ao mesmo tempo em que são dominadoras podem ser incapazes de se impor.

É possível, por horas, discutir sobre as artimanhas femininas e sempre se deparar com incongruências, paradoxos, certezas e cansar de repetir “mas” e “mesmo que”, se mostrar confuso ao defender argumentos há poucos segundos impecáveis, definir, voltar atrás, acreditar erradamente possuir alguma resposta certeira. Por enquanto, arrisco dizer que a dominação feminina está na inconstância, no mistério, no charme ou agressividade, está nos clichês que cansamos de repetir e lutamos para entender. E assim será enquanto as mulheres habitarem um mundo diferente do masculino, o que vai ser, pode acreditar, pra sempre.”

por João de Brito
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2 Responses to “Ensaio sobre as mulheres”


  1. 1 Marcos.Atahualpa 28 maio, 2011 às 10:42 pm

    Eu também não sei se somos frouxos ou machos o suficiente para afirmar tal coisa. Mas, uma coisa é certeza para ambos: A gente num vive sem essa dor de cabeça chamada mulher!

    Espero ter mais participações tuas nos meus textos e minhas por aqui no Semáforo.

    Paz aê mano.

  2. 2 Guilherme Gurgel 29 maio, 2011 às 1:49 am

    Gostei especialmente do último parágrafo. As mulheres conseguem estar certas até quando estão erradas e nos fazer pensar que estamos errados até quando estamos certos. Acho que isso faz parte de ser mulher, deve ser algo instintivo para elas, mais até que racional. É um mistério para nós, homens, e não há nada mais atraente numa mulher que seus segredos.


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