Dois negros fujões pisam secos no asfalto.
– Fujo da vida.
– Busco a morte.
Um velho trançado, cabelo amarrado. Queimado de sol. Fortemente armado:
– Procuro dois negros fujões. Buscam a vida. Fogem da morte.
Deitados no asfalto. Embrenhados no mato. Um cartaz!
“Dois negros fujões procurados”.
No gueto afastado, com tudo avessado, um negro arrastado, morto e crucificado.
Dois negros fujões exilados.
Fujo da vida. Busco a morte. Supero o paraíso e aposto na sorte.
Seu grito final – um rito animal:
– Exalto a não vida, o exílio da morte.


Genial rapaz, texto muito bem feito. Uma grande história em poucas linhas.
irmão de uma dos meus melhores amigos!
muito bom!
http://www.daniel-xavier.com
Cara, isso é um poema!
Stradivarius Barrabás aprovou
Putz…muito bom o texto JP…vc tbm vai longe
ah…obrigada pelo coment la no blog… =p
como tu estas? q andas fazendo?
=*